É algo que já estava claro em minha mente, essa nova geração de "baladeiros", educados por seriados de TV e internet, vivem um modismo gerenciado por um mundo chamado de "alternativo".
Os novos alternativos andam em grupos fechados de amigos na noite, raramente abrem as portas de suas idéias para agregar novos conhecimentos, usam seus piercing's e tatuagens feitos por tatuadores que trabalham em verdadeiros salões de beleza, se jogam nas calçadas de ruas boêmias enchendo a cara de vinho barato e maconha batizada e se acham os mais rebeldes do planeta. Nesses grupos de novos alternativos, os rapazes bebem até cair e nem se importam com as garotas, enquanto para as garotas, o que resta é dançar com seus amigos gays na noite (que também transitam no grupo de novos alternativos), impossibilitadas de um contato mais íntimo com os rapazes, mesmo que efémero. Considero esses novos alternativos pessoas assexuadas.
Na última terça fui conhecer aquela festa Nokia Silent, no Sonique Bar, perto da Rua Augusta que hoje é o paraíso dos assexuados. Uma proposta realmente interessante, a balada fica sem música, as pessoas colocam fones de ouvidos com três canais de músicas diferenciadas, músicas discotecatadas pelos DJ's da casa, ai você escolhe um dos DJ's pelo fone de ouvido e fica dançando na pista, escutando a música de sua escolha. Durante a primeira hora até gostei do esquema, mas logo comecei a perceber a realidade dos fatos quando tentei conversar com outras pessoas, ninguém se comunicava, ficavam todos anexados ao seu mundo, com seu fone de ouvido desprezando qualquer pessoa ao seu redor. Lembrei de quando era garoto, enquanto meus pais conversavam na hora da novela das 8, eu ligava meu Walkman (naquele tempo não havia iPod) e ignovara todas aquelas conversas chatas de adultos. Realmente incrível, basicamente só os casais e os gays se beijaram, o resto do pessoal ficava anexo, e pior, anexando todas as pessoas ao redor, um ou outro ainda conseguiu beijar depois de algumas doses cavalares de bebida, afinal, esses novos alternativos só beijam quando estão bem bêbados, sexo então, apenas na eminência de um coma etílico. Nem preciso dizer que não gostei.
Lembro do tempo em que os verdadeiros alternativos se misturavam na multidão, trocavam idéias não só com os amigos, mas com novas pessoas, na possibilidade da aquisição de novos conhecimentos, bebiam e ficavam de pé e ainda paqueravam as garotas, e elas gostavam. É triste ver essa nova juventude se tornando assexuada, heterossexualmente falando, parece que os únicos que fazem sexo são os gays e lésbicas, esses sim continuam com a mente aberta para as novas possibilidades do prazer, os heteros ficam na sua, demostram superficialmente seu jeitão alternativo de mente aberta, mas não passam de bocós virtuais, presos em sites de relacionamentos, msn's, programas para download de músicas entre outras novidades virtuais que tanto anexam esses pobres alternativos.
Definitivamente eu não faço parte desse mundo assexuado, ainda prefiro um bom papo olho no olho, uma boa bebida no copo, música qualidade rolando e o clima de paquera no ar.
O mundo da punheta nunca esteve tão em alta, será esse o jeito que o sistema encontrou para o controle de natalidade?... veremos!

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