Sim, ela é mulher
linda
Sabe o que quer, cria
aparece
Sente as entranhas, e
joga
Supre a necessidade, porém
peida?
Não, ela não gosta
nojo
Excreta a vida, íntima
corre
Para o lado limpo, suja
vida
Engana e diz que não, sim
Peida!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Contramão
Tanta caretice,
tanta solidão.
Em um momento estou aqui,
quando vejo estou no chão.
Saia logo da minha vida,
eu estou na contramão.
Os dizeres do seu livro,
desconhecem o coração.
Um descaso da sua vida,
eu notei naquela visão.
No passado de algum tempo,
eu andei pelas suas mãos.
Muita sede e delírio,
vielas da paixão.
Lá vem ela com seu brilho,
eu estou na contramão.
Tanta alucinação, ninguém sabe o quer.
O coração, vai pra onde ele quer.
Rock!
tanta solidão.
Em um momento estou aqui,
quando vejo estou no chão.
Saia logo da minha vida,
eu estou na contramão.
Os dizeres do seu livro,
desconhecem o coração.
Um descaso da sua vida,
eu notei naquela visão.
No passado de algum tempo,
eu andei pelas suas mãos.
Muita sede e delírio,
vielas da paixão.
Lá vem ela com seu brilho,
eu estou na contramão.
Tanta alucinação, ninguém sabe o quer.
O coração, vai pra onde ele quer.
Rock!
A intensidade do momento
Longe de mim, de ti, de nós
Sombras despencam sobre o nosso amor
Escuressem as paisagens e os sonhos com ardor
Mas de nada vale se temos apenas fervor
Sinta o amor de minha dor
Sinto a dor do seu amor
Apenas uma rede que une esse calor
Petalas distantes do caule
Mostram a beleza de nossa fera
Será que temos apenas esse dia
Ou apenas essa hora, quem sabe minutos, segundos, milésimos
Para decidir o que queremos
Da vida, da morte, da felicidade e do horror
Frações de tempo significam muito
Quando é pouco o que temos para fracionar
Então essa lenga lenga jamais fará sentido
Quando o único sentido que tenho é amar.
Sombras despencam sobre o nosso amor
Escuressem as paisagens e os sonhos com ardor
Mas de nada vale se temos apenas fervor
Sinta o amor de minha dor
Sinto a dor do seu amor
Apenas uma rede que une esse calor
Petalas distantes do caule
Mostram a beleza de nossa fera
Será que temos apenas esse dia
Ou apenas essa hora, quem sabe minutos, segundos, milésimos
Para decidir o que queremos
Da vida, da morte, da felicidade e do horror
Frações de tempo significam muito
Quando é pouco o que temos para fracionar
Então essa lenga lenga jamais fará sentido
Quando o único sentido que tenho é amar.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Novos assexuados!
É algo que já estava claro em minha mente, essa nova geração de "baladeiros", educados por seriados de TV e internet, vivem um modismo gerenciado por um mundo chamado de "alternativo".
Os novos alternativos andam em grupos fechados de amigos na noite, raramente abrem as portas de suas idéias para agregar novos conhecimentos, usam seus piercing's e tatuagens feitos por tatuadores que trabalham em verdadeiros salões de beleza, se jogam nas calçadas de ruas boêmias enchendo a cara de vinho barato e maconha batizada e se acham os mais rebeldes do planeta. Nesses grupos de novos alternativos, os rapazes bebem até cair e nem se importam com as garotas, enquanto para as garotas, o que resta é dançar com seus amigos gays na noite (que também transitam no grupo de novos alternativos), impossibilitadas de um contato mais íntimo com os rapazes, mesmo que efémero. Considero esses novos alternativos pessoas assexuadas.
Na última terça fui conhecer aquela festa Nokia Silent, no Sonique Bar, perto da Rua Augusta que hoje é o paraíso dos assexuados. Uma proposta realmente interessante, a balada fica sem música, as pessoas colocam fones de ouvidos com três canais de músicas diferenciadas, músicas discotecatadas pelos DJ's da casa, ai você escolhe um dos DJ's pelo fone de ouvido e fica dançando na pista, escutando a música de sua escolha. Durante a primeira hora até gostei do esquema, mas logo comecei a perceber a realidade dos fatos quando tentei conversar com outras pessoas, ninguém se comunicava, ficavam todos anexados ao seu mundo, com seu fone de ouvido desprezando qualquer pessoa ao seu redor. Lembrei de quando era garoto, enquanto meus pais conversavam na hora da novela das 8, eu ligava meu Walkman (naquele tempo não havia iPod) e ignovara todas aquelas conversas chatas de adultos. Realmente incrível, basicamente só os casais e os gays se beijaram, o resto do pessoal ficava anexo, e pior, anexando todas as pessoas ao redor, um ou outro ainda conseguiu beijar depois de algumas doses cavalares de bebida, afinal, esses novos alternativos só beijam quando estão bem bêbados, sexo então, apenas na eminência de um coma etílico. Nem preciso dizer que não gostei.
Lembro do tempo em que os verdadeiros alternativos se misturavam na multidão, trocavam idéias não só com os amigos, mas com novas pessoas, na possibilidade da aquisição de novos conhecimentos, bebiam e ficavam de pé e ainda paqueravam as garotas, e elas gostavam. É triste ver essa nova juventude se tornando assexuada, heterossexualmente falando, parece que os únicos que fazem sexo são os gays e lésbicas, esses sim continuam com a mente aberta para as novas possibilidades do prazer, os heteros ficam na sua, demostram superficialmente seu jeitão alternativo de mente aberta, mas não passam de bocós virtuais, presos em sites de relacionamentos, msn's, programas para download de músicas entre outras novidades virtuais que tanto anexam esses pobres alternativos.
Definitivamente eu não faço parte desse mundo assexuado, ainda prefiro um bom papo olho no olho, uma boa bebida no copo, música qualidade rolando e o clima de paquera no ar.
O mundo da punheta nunca esteve tão em alta, será esse o jeito que o sistema encontrou para o controle de natalidade?... veremos!
Os novos alternativos andam em grupos fechados de amigos na noite, raramente abrem as portas de suas idéias para agregar novos conhecimentos, usam seus piercing's e tatuagens feitos por tatuadores que trabalham em verdadeiros salões de beleza, se jogam nas calçadas de ruas boêmias enchendo a cara de vinho barato e maconha batizada e se acham os mais rebeldes do planeta. Nesses grupos de novos alternativos, os rapazes bebem até cair e nem se importam com as garotas, enquanto para as garotas, o que resta é dançar com seus amigos gays na noite (que também transitam no grupo de novos alternativos), impossibilitadas de um contato mais íntimo com os rapazes, mesmo que efémero. Considero esses novos alternativos pessoas assexuadas.
Na última terça fui conhecer aquela festa Nokia Silent, no Sonique Bar, perto da Rua Augusta que hoje é o paraíso dos assexuados. Uma proposta realmente interessante, a balada fica sem música, as pessoas colocam fones de ouvidos com três canais de músicas diferenciadas, músicas discotecatadas pelos DJ's da casa, ai você escolhe um dos DJ's pelo fone de ouvido e fica dançando na pista, escutando a música de sua escolha. Durante a primeira hora até gostei do esquema, mas logo comecei a perceber a realidade dos fatos quando tentei conversar com outras pessoas, ninguém se comunicava, ficavam todos anexados ao seu mundo, com seu fone de ouvido desprezando qualquer pessoa ao seu redor. Lembrei de quando era garoto, enquanto meus pais conversavam na hora da novela das 8, eu ligava meu Walkman (naquele tempo não havia iPod) e ignovara todas aquelas conversas chatas de adultos. Realmente incrível, basicamente só os casais e os gays se beijaram, o resto do pessoal ficava anexo, e pior, anexando todas as pessoas ao redor, um ou outro ainda conseguiu beijar depois de algumas doses cavalares de bebida, afinal, esses novos alternativos só beijam quando estão bem bêbados, sexo então, apenas na eminência de um coma etílico. Nem preciso dizer que não gostei.
Lembro do tempo em que os verdadeiros alternativos se misturavam na multidão, trocavam idéias não só com os amigos, mas com novas pessoas, na possibilidade da aquisição de novos conhecimentos, bebiam e ficavam de pé e ainda paqueravam as garotas, e elas gostavam. É triste ver essa nova juventude se tornando assexuada, heterossexualmente falando, parece que os únicos que fazem sexo são os gays e lésbicas, esses sim continuam com a mente aberta para as novas possibilidades do prazer, os heteros ficam na sua, demostram superficialmente seu jeitão alternativo de mente aberta, mas não passam de bocós virtuais, presos em sites de relacionamentos, msn's, programas para download de músicas entre outras novidades virtuais que tanto anexam esses pobres alternativos.
Definitivamente eu não faço parte desse mundo assexuado, ainda prefiro um bom papo olho no olho, uma boa bebida no copo, música qualidade rolando e o clima de paquera no ar.
O mundo da punheta nunca esteve tão em alta, será esse o jeito que o sistema encontrou para o controle de natalidade?... veremos!
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
Galeria do Paissandú
São Paulo oferece intensamente de tudo, tudo mesmo, cultura, gastronomia, baladas, negócios, pessoas, enfim, tudo que sua mente estiver apta a pensar.
Dentre tantas coisas, em seu núcleo, em frente ao Largo do Paissandú, na clássica Avenida São João, existe um lugar chamado Galeria do Rock, definida desta forma mas oferencedo música para todos os gostos, local de encontro pra galera do rock, do rap, do hip hop, do eletrônico, do samba, do reggae, do dark, do junk, enfim, todas as tribos, ou quase todas, já que a turma do rodeio não transita em peso por essa região.
Ontém, noite de sexta para sábado, tive o prazer de participar de uma festa no Largo do Paissandú, abertura do evento Outono Independênte 2010, durante toda a madrugada, bem na frente da "Galeria do Rock". Antes um brinde com amigos na Vila Madalena e um olhar de desconfiança por parte deles quanto à ida ao tal evento, música eletrônica?... Largo do Paissandú?... durante a madrugada?... tô fora!... disseram. Sim, pra quem é paulistano de berço, sabe que para transitar em uma festa no Largo do Paissandú durante a madrugada tem que ficar esperto, por se tratar do centro antigo de São Paulo, na madrugada todos se misturam por ali, baladeiros efusivos, mendigos, prostitutas, assaltantes, músicos, boêmios, trabalhadores, ambulantes, enfim, todos.
Como um paulistano que adora descobrir sua terra, deixei meus amigos na Vila Madalena e me desbravei por suas ruas até chegar ao Largo do Paissandú, ciente de que poderia encontrar qualquer coisa nesta festa. Chegando lá, lindo, uma verdadeira mistura de culturas bem na frente do Cine Olido, também localizado no Largo do Paissandú, foi montado uma pista de som eletrônico ao ar livre, gente bonita, claro, algumas feias, música da mais alta qualidade, agradando a tudo e a todos, sem brigas, clima de festa pra quem gosta de festa, e o melhor, festa boa. Fiquei extasiado, chamei um Kurt Cobain ( delíciosa bebida excêntrica consumida no grupo de amigos que compartilho ) e me lancei à multidão, que não era tão multidão assim, uma galera sem clima de empurra empurra, sensacional. Aquele céu, os prédios, as pessoas e lógico, a música em sua excência, sound system de qualidade, DJs de diversos estados do Brasil, de Paris, projeções nas paredes, coisa de primeira. Ali pensei, me dei bem!
A liberdade de agir é deslumbrante, poder andar por essa cidade sem medo do que ela pode te oferecer faz a sua mente abrir, conhecer, sugar e fluir. Muitas vezes o que parece uma roubada, é, outras não, como coisas que parecem boas, ganham o dito popular "por fora bela viola, por dentro pão bolorento". O bom mesmo é encarar de frente todas as opções, estar em todas as culturas, com todas as pessoas, em todas as ruas e lugares, só assim pode-se considerar um paulistano, no meu ponto de vista.
Com tantas misturas, com tantas culturas, com tanta coisa boa em meio à tantas tribos, de hoje em diante deixo de chamar a galeria de Galeria do Rock, que verdadeiramente tem outro nome, e passo a chamá-la de Galeria do Paissandú, onde a música e a cultura soam de forma plena.
Dentre tantas coisas, em seu núcleo, em frente ao Largo do Paissandú, na clássica Avenida São João, existe um lugar chamado Galeria do Rock, definida desta forma mas oferencedo música para todos os gostos, local de encontro pra galera do rock, do rap, do hip hop, do eletrônico, do samba, do reggae, do dark, do junk, enfim, todas as tribos, ou quase todas, já que a turma do rodeio não transita em peso por essa região.
Ontém, noite de sexta para sábado, tive o prazer de participar de uma festa no Largo do Paissandú, abertura do evento Outono Independênte 2010, durante toda a madrugada, bem na frente da "Galeria do Rock". Antes um brinde com amigos na Vila Madalena e um olhar de desconfiança por parte deles quanto à ida ao tal evento, música eletrônica?... Largo do Paissandú?... durante a madrugada?... tô fora!... disseram. Sim, pra quem é paulistano de berço, sabe que para transitar em uma festa no Largo do Paissandú durante a madrugada tem que ficar esperto, por se tratar do centro antigo de São Paulo, na madrugada todos se misturam por ali, baladeiros efusivos, mendigos, prostitutas, assaltantes, músicos, boêmios, trabalhadores, ambulantes, enfim, todos.
Como um paulistano que adora descobrir sua terra, deixei meus amigos na Vila Madalena e me desbravei por suas ruas até chegar ao Largo do Paissandú, ciente de que poderia encontrar qualquer coisa nesta festa. Chegando lá, lindo, uma verdadeira mistura de culturas bem na frente do Cine Olido, também localizado no Largo do Paissandú, foi montado uma pista de som eletrônico ao ar livre, gente bonita, claro, algumas feias, música da mais alta qualidade, agradando a tudo e a todos, sem brigas, clima de festa pra quem gosta de festa, e o melhor, festa boa. Fiquei extasiado, chamei um Kurt Cobain ( delíciosa bebida excêntrica consumida no grupo de amigos que compartilho ) e me lancei à multidão, que não era tão multidão assim, uma galera sem clima de empurra empurra, sensacional. Aquele céu, os prédios, as pessoas e lógico, a música em sua excência, sound system de qualidade, DJs de diversos estados do Brasil, de Paris, projeções nas paredes, coisa de primeira. Ali pensei, me dei bem!
A liberdade de agir é deslumbrante, poder andar por essa cidade sem medo do que ela pode te oferecer faz a sua mente abrir, conhecer, sugar e fluir. Muitas vezes o que parece uma roubada, é, outras não, como coisas que parecem boas, ganham o dito popular "por fora bela viola, por dentro pão bolorento". O bom mesmo é encarar de frente todas as opções, estar em todas as culturas, com todas as pessoas, em todas as ruas e lugares, só assim pode-se considerar um paulistano, no meu ponto de vista.
Com tantas misturas, com tantas culturas, com tanta coisa boa em meio à tantas tribos, de hoje em diante deixo de chamar a galeria de Galeria do Rock, que verdadeiramente tem outro nome, e passo a chamá-la de Galeria do Paissandú, onde a música e a cultura soam de forma plena.
Poliglota e Abusado!
- Vamos todos pra Miami. Miami, capital da... Miami, capital da Blfurrrgh.
Olhei para trás. Sentado no ponto de ônibus, um mendigo segurava um pote de iogurte e resmungava de cabeça baixa. A barba enorme e branca, em forma de pá, compensava a total ausência de cabelos na cabeçorra.
- ... da Califórnia. Capital da Califórnia. Vamos todos pro Havaí, capital da... Capital da Flunghaaaa.
A senhora ao lado deve ter olhado feio, ou feito algum comentário, porque o maluco imediatamente deixou de falar com os duendes (ou ETs, ou Deus, ou qualquer desses interlocutores de maluco) para dirigir-lhe a palavra.
- Minha senhora, eu sou aposentado! Eu sou aposentado e falo inglês.
- Pois deveria dar aula de inglês, então.
- Mas eu sou aposentado!
- E por ser aposentado não pode trabal...
- FUCKY-FUCK YO!
- Não pode trabalhar?
- FUCKY-FUCK YO! Aí! Techxinguei e cê nem sabe!
- Vai dar aula de inglês, então, já que sabe falar tão bem!
- TU PINCHE MADRE! Sei espanhol também, ó! Aprendi em Miami. Miami, capital da... Capital da Glembheeeeeeeeerg...
Olhei para trás. Sentado no ponto de ônibus, um mendigo segurava um pote de iogurte e resmungava de cabeça baixa. A barba enorme e branca, em forma de pá, compensava a total ausência de cabelos na cabeçorra.
- ... da Califórnia. Capital da Califórnia. Vamos todos pro Havaí, capital da... Capital da Flunghaaaa.
A senhora ao lado deve ter olhado feio, ou feito algum comentário, porque o maluco imediatamente deixou de falar com os duendes (ou ETs, ou Deus, ou qualquer desses interlocutores de maluco) para dirigir-lhe a palavra.
- Minha senhora, eu sou aposentado! Eu sou aposentado e falo inglês.
- Pois deveria dar aula de inglês, então.
- Mas eu sou aposentado!
- E por ser aposentado não pode trabal...
- FUCKY-FUCK YO!
- Não pode trabalhar?
- FUCKY-FUCK YO! Aí! Te
- Vai dar aula de inglês, então, já que sabe falar tão bem!
- TU PINCHE MADRE! Sei espanhol também, ó! Aprendi em Miami. Miami, capital da... Capital da Glembheeeeeeeeerg...
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
É só Rock'n Roll! ( nova música )
Na noite de São Paulo
Andando pelas ruas
Parando de bar em bar
tropeçando nas esquinas.
Passos na calçada
Cacos pelo chão
No caos dessa cidade
vou pirando sem noção.
Vejo uma garota
Linda e afim
Com um bom papo furado
vamos bebendo até o fim.
Corre pelo sangue
O tesão desse semblante
Nas ruas de São Paulo
sinto meu calor pulsante.
Dentro dessa cidade que não para um instante eu vou cair no rock'n roll!
Andando pelas ruas
Parando de bar em bar
tropeçando nas esquinas.
Passos na calçada
Cacos pelo chão
No caos dessa cidade
vou pirando sem noção.
Vejo uma garota
Linda e afim
Com um bom papo furado
vamos bebendo até o fim.
Corre pelo sangue
O tesão desse semblante
Nas ruas de São Paulo
sinto meu calor pulsante.
Dentro dessa cidade que não para um instante eu vou cair no rock'n roll!
Com que rock eu vou?
Eu sou muito de lua, tem dias que ouço muita coisa do rock europeu, tipo, The Hives,The Vines, Oasis, U2, The Smiths, Nightwish, Stratovarius, Tristania e Theatre Of Tragedy... e em outros prefiro o rock americano como Alice in Chains, Pearl Jam, Nirvana, Slayer, Testament, The Doors, Neil Young, Metallica.
É complicado.
É complicado.
Abaixo o mau costume!
Algo quase nunca citado de forma efusiva, e muitas vezes sem a menor importância na mente das pessoas é algo chamado "mau costume".
O mau costume, na minha humilde visão, é algo que deve ser execrado não da sociedade, mas de nossa mente. Quando mau acostumamos uma pessoa podemos estar destruindo para sempre uma relação harmônica, seja entre amigos, entre pais e filhos ou até mesmo no trabalho. Minha mãe sempre comprou bons presentes de natal para seus filhos, em um certo natal, ela não comprou o carrinho de controle remoto que eu queria, o já extinto Colossu's, da família do Máximu's", da Estrela. Aquele natal pra mim foi horrível e achei minha mãe a pior mãe do mundo, afinal, como ela poderia deixar um garotinho sem o presente de natal dos seus sonhos, sonho esse que obviamente mudava a cada fim de ano de acordo com mercado voraz da indústria de brinquedos. Meu irmão mais novo já lidou melhor com o fato, afinal, por ser mais novo ele ainda não estava habituado com a indústria natalina, era muito criança pra isso e qualquer carrinho da feira o deixava feliz.
A partir dai decidi que seria "independênte", arrumei um emprego de ajudante de instalação de sons automotivos, na loja de um vizinho da rua, estava decidido a ganhar meu próprio dinheiro e comprar o que quisesse, sem depender da mãe "horrorosa" que não me dava o presente dos meus sonhos. Após um mês de trabalho e meu primeiro salário, dos 13 para 14 anos, tive a primeira noção que a vida seria dura, pois meu chefe pediu para limpar o banheiro fedido da oficina. O mau costume que me foi dado em casa me fez ter a atitude mais óbvia de todas, pedir demissão, afinal, como um garoto que mora em um bairro de classe média paulistana poderia limpar banheiros da oficina?... inadmissível! Talvez sem o mau costume que me foi dado em casa, eu teria limpado a latrina e encarado mais precocemente que todo o tipo de trabalho na vida é digno e necessário.
Hoje, 20 anos depois, entendo que minha mãe não comprou o tal Colossu's pois estava juntando dinheiro para comprar uma casa, que nos dias atuais é o fruto saudável e proveitoso de um passado suado na vida dos meus pais, e pra mim, que tanto me achei injustiçado, poço gozar dos frutos que eles deixarão para seus filhos, gozo esse que espero demorar anos e anos para desfrutar, pois é lógico que os prefiro vivos. Vejo que o maior problema do mundo é o mau costume, se você faz tudo por alguém, no dia em que sua impossibilidade de viabilizar algo para ela se torna latente, você se torna um canalha na mente daquela pessoa que você sempre fez de tudo para agradar.
Não faça tudo, não concorde com seu chefe todas as vezes, nem com os amigos, não ligue para sua namorada ou namorado todos os dias, não limpe a casa por inteiro, não de presentes em todos os natais ou aniversários, não tenha sempre a atitude, deixe o outro ter um pouco de atitude, deixe o parceiro(a) ligar, deixe parte da casa para os outros moradores da casa limpar, descorde e espere ganhar presentes.
Se você mau acostumar quem você considera, corre o risco de passar a ser desconsiderado, alerte-se!
O mau costume, na minha humilde visão, é algo que deve ser execrado não da sociedade, mas de nossa mente. Quando mau acostumamos uma pessoa podemos estar destruindo para sempre uma relação harmônica, seja entre amigos, entre pais e filhos ou até mesmo no trabalho. Minha mãe sempre comprou bons presentes de natal para seus filhos, em um certo natal, ela não comprou o carrinho de controle remoto que eu queria, o já extinto Colossu's, da família do Máximu's", da Estrela. Aquele natal pra mim foi horrível e achei minha mãe a pior mãe do mundo, afinal, como ela poderia deixar um garotinho sem o presente de natal dos seus sonhos, sonho esse que obviamente mudava a cada fim de ano de acordo com mercado voraz da indústria de brinquedos. Meu irmão mais novo já lidou melhor com o fato, afinal, por ser mais novo ele ainda não estava habituado com a indústria natalina, era muito criança pra isso e qualquer carrinho da feira o deixava feliz.
A partir dai decidi que seria "independênte", arrumei um emprego de ajudante de instalação de sons automotivos, na loja de um vizinho da rua, estava decidido a ganhar meu próprio dinheiro e comprar o que quisesse, sem depender da mãe "horrorosa" que não me dava o presente dos meus sonhos. Após um mês de trabalho e meu primeiro salário, dos 13 para 14 anos, tive a primeira noção que a vida seria dura, pois meu chefe pediu para limpar o banheiro fedido da oficina. O mau costume que me foi dado em casa me fez ter a atitude mais óbvia de todas, pedir demissão, afinal, como um garoto que mora em um bairro de classe média paulistana poderia limpar banheiros da oficina?... inadmissível! Talvez sem o mau costume que me foi dado em casa, eu teria limpado a latrina e encarado mais precocemente que todo o tipo de trabalho na vida é digno e necessário.
Hoje, 20 anos depois, entendo que minha mãe não comprou o tal Colossu's pois estava juntando dinheiro para comprar uma casa, que nos dias atuais é o fruto saudável e proveitoso de um passado suado na vida dos meus pais, e pra mim, que tanto me achei injustiçado, poço gozar dos frutos que eles deixarão para seus filhos, gozo esse que espero demorar anos e anos para desfrutar, pois é lógico que os prefiro vivos. Vejo que o maior problema do mundo é o mau costume, se você faz tudo por alguém, no dia em que sua impossibilidade de viabilizar algo para ela se torna latente, você se torna um canalha na mente daquela pessoa que você sempre fez de tudo para agradar.
Não faça tudo, não concorde com seu chefe todas as vezes, nem com os amigos, não ligue para sua namorada ou namorado todos os dias, não limpe a casa por inteiro, não de presentes em todos os natais ou aniversários, não tenha sempre a atitude, deixe o outro ter um pouco de atitude, deixe o parceiro(a) ligar, deixe parte da casa para os outros moradores da casa limpar, descorde e espere ganhar presentes.
Se você mau acostumar quem você considera, corre o risco de passar a ser desconsiderado, alerte-se!
Um dia de cada vez, mesmo atrasado, sempre adiante!
São Paulo, 19 de abril, ano 2010, segunda-feira.
Domingo, 13:14 horas, ele acorda, para a vida, para o mundo, para si? Sim, deitado naquele colchão macio, ruim para coluna porém bom para a mente, olha para a janela aberta com os raios do sol de outono, de samba canção, ao lado um copo de vodka com café pela metade, restos de "cigarrinhos", uma boa música portenha de fundo e sem ressaca pergunta-se, o que aconteceu?
Com certeza havia rolado uma festa com muitos amigos, muita bebida, muita música e muita, mas muita troca de idéias e conhecimentos... olha pela janela e encontra puf's espalhados pelo quintal, latas de cerveja vazias, instrumentos musicais, caminha até a sala e encontra 10 reais com um bilhete "valeu, rock na veia, abraço!", é certo que muita música boa tocou e foi tocada no dia que passou, então liga o som para escutar "Sampa Midnight" de Itamar Assumpção e começar a bombear o sangue para o cérebro. Hoje tem jogo de futebol bom e decisivo, São Paulo contra o Santos, pensa "vamos colocar os moleques da vila pra comer pipoca", Santos 3x0. Antes do início do jogo, ainda em seu quarto que mais parecia um albergue, pensava aonde assistiria o jogo e o que havia acontecido na noite passada, todos os seus amigos estariam na Vila Madalena, uma amiga o esperava no centro da cidade para um "chopinho", ficar em casa parecia a opção mais sensata, sai da Lapa e pega um trem até a Luz, Santana, e vai na contramão de todas as opções domingueiras, mas o que havia acontecido na noite passada? Dentro do trem ele mantém a opção musical, novamente Itamar Assumpção cantando "Sujeito a Chuvas e Trovoadas" no fone de ouvido, olha para o lado e nota uma bela moça lendo uma revista e pescando seus olhos com os dela, ele sorri, responde com olhares mas fica na sua, o jogo do São Paulo e o encontro com os amigos do bairro natal eram sua prioridade naquele momento. Chegando em Santana um casal de amigos já o esperava na saída do metro, Bar do Luis, bicampeão do prêmio Boteco Bohemia com seu clássico bolinho de carne era a melhor opção para aquele domingo de outono ensolarado. Não só Santana, mas a zona norte paulistana em si, sempre teve um ar "interiorano", talvez por se localizar do lado de lá do Rio Tietê, onde há tempos não existia inúmeros viadutos sobre o rio e o acesso não era tão simples, região imortalizada por Adoniran Barbosa em sua canção que contava a história do último trem rumo ao Jaçanã, as 23 horas. Na zona norte as mulheres são mais bonitas e são maioria, elas desfilam, se exibem, mostram seus belos corpos e seu jeito de se vestir um tanto quanto "caipira", independentes, mas sempre a procura de um rapaz gentil e pronto para um relacionamento estável, ao contrário das mulheres de outras regiões da cidade, que enxergam a independência, a solidão e a liberdade de expressão como a melhor opção, ele concorda com elas.
Galera animada, cervejas, paqueras e um bom papo, começa o jogo. Durante, política, relacionamento, trabalho, cotidiano e afins são sempre bons temas pra fazer o tempo passar no boteco. A noite passada continuava sendo uma incógnita, melhor continuar fazendo o tempo passar. Com o Tricolor levando, no dito popular, uma "piaba" do Santos, futebol deixou de ser prioridade naquela tarde, as belas mulheres "caipiras" começaram a encantar seus olhos, tanto as supostamente solteiras como as acompanhadas. Como o brilho de uma pessoa no bar muda de acordo com sua situação. As mulheres acompanhadas são mais arrumadas para seu parceiro praticamente desinteressado, já as solteiras são mais despojadas, se arrumam um pouco menos mas carregam consigo uma energia positiva que ele considera impagável, e mais um pensamento vem a mente, "como a instrospectividade e a solidão fazem bem para o corpo e mente".
Fim de jogo e a zona norte já não é tão bela, a cafonisse começa a incomodar aquele simples rapaz, nada é mais lindo que uma mulher bem arrumada, mas nada é mais prazeroso que uma mulher bem resolvida, a Vila Madalena é sua casa, a Lapa é seu ninho, zona oeste é seu espaço, o centro, talvez. Antes de pegar o ônibus sentido Pinheiros, toma a saideira com uma amiga, troca idéias, ensina, aprende e toca lábios, missão cumprida na zona norte paulistana. Chegando na Vila Madalena encontra pessoas em comum, pede mais uma cerveja e inicia uma nova conversa, mais profunda, diferente do que havia visto há alguns minutos na zona norte, um amigo o encontra e pergunta como foi a festa e o ensaio de ontem, lembrou! Sim, a imagem do amigo perguntando sobre o dia anterior foi como uma injeção de fosfosól na testa, as pessoas dançando na pista, no balcão do bar, as músicas do Social Distortion tocadas no vilão do quintal de casa com a galera, tudo agora fazia sentido, por isso os puf's estavam lá, as latas de cerveja vazia, os "cigarros"... descobre-se então que teve uma noite sem contato feminino, e uma melancolia começa a dominar seu pensamento, para ele passar uma noite sem uma mulher é uma noite perdida, de que vale ter os amigos ao lado, tocar música que é um sonho de infância, dançar, beber, conhecer pessoas, se não "pegar ninguém"? A vida realmente é muito injusta!
A trilha sonora no fone de ouvido muda, a música "Naturalmente Artificial" da banda punk gaúcha, Tequila Baby, é a melhor opção para o momento, que se dane se para seus amigos ele mais parecia um autista na mesa do bar, nada mais tem importância a não ser aquilo que ele acreditava naquele momento. Aquela amiga estava louca para ir com ele para casa, dela ou dele, mas para ele a luta presidencial entre Dilma e Serra, os atuais desastres naturais do planeta, aquela criancinha que foi estuprada pelo padrasto ou a final do campeonato amador de dominó tinha muito mais importância, se despede e caminha sentido Lapa, encontra outro amigo na Vila e toma sua saideira, cerveja?... melhor um "Iced Coffee". Lá conhece três atrizes de teatro, uma delas bem "apessoada", estavam atuando na peça de algum teatro mequetrefe da Praça Roosvelt, muito legal, conversam sobre o mundo artístico, ele apresenta uma banda de Buenos Aires para as garotas, elas se apaixonam pelo momento, para ele, seu amigo e suas novas colegas, o mundo estava perfeito naquele momento, ele aprende coisas com elas e elas com eles, pensamentos que não se aprende na escola nem em casa, coisas da vida, beijos, troca de telefone e um adeus literário no sentido da palavra, agora sim Lapa, casa e descanso. Os puf's continuam espalhados no seu quintal, as latas vazias, as bitucas de cigarro, tudo lá, do jeito que ele havia deixado, ou melhor, do jeito que sua vida havia deixado, lembra de uma outra amiga e novamente coloca no aparelho de som Itamar Assumpção, "Vou de Vai-Vai", lembra dos belos momentos que a saracura do Bexiga lhe deu. São Paulo, a cidade, é foda.
Deita para dormir naquele domingo de outono com medo, será que a segunda será como o domingo, sem lembrar de sábado? Sem sentido, ele sabe que vai lembrar apenas das coisas que interessam a ele, o que interessa ao próximo, é problema do próximo, afinal ele já tem problemas demais, tentando descobrir o que é problema dele.
Acorda na segunda-feira e praticamente não se lembra do domingo, lá estavam os puf's, as latas de cerveja, as bitucas de cigarro e a certeza de que sua mente estava mais completa que no dia anterior, e estará ainda mais no dia posterior. Ele pensa, "desencana, melhor viver um dia de cada vez", toca o telefone e uma bela voz feminina diz, "vamos ao teatro?", e pensa novamente "mais um domingo paulistano!".
Te ligo mais tarde!
Bird.
Domingo, 13:14 horas, ele acorda, para a vida, para o mundo, para si? Sim, deitado naquele colchão macio, ruim para coluna porém bom para a mente, olha para a janela aberta com os raios do sol de outono, de samba canção, ao lado um copo de vodka com café pela metade, restos de "cigarrinhos", uma boa música portenha de fundo e sem ressaca pergunta-se, o que aconteceu?
Com certeza havia rolado uma festa com muitos amigos, muita bebida, muita música e muita, mas muita troca de idéias e conhecimentos... olha pela janela e encontra puf's espalhados pelo quintal, latas de cerveja vazias, instrumentos musicais, caminha até a sala e encontra 10 reais com um bilhete "valeu, rock na veia, abraço!", é certo que muita música boa tocou e foi tocada no dia que passou, então liga o som para escutar "Sampa Midnight" de Itamar Assumpção e começar a bombear o sangue para o cérebro. Hoje tem jogo de futebol bom e decisivo, São Paulo contra o Santos, pensa "vamos colocar os moleques da vila pra comer pipoca", Santos 3x0. Antes do início do jogo, ainda em seu quarto que mais parecia um albergue, pensava aonde assistiria o jogo e o que havia acontecido na noite passada, todos os seus amigos estariam na Vila Madalena, uma amiga o esperava no centro da cidade para um "chopinho", ficar em casa parecia a opção mais sensata, sai da Lapa e pega um trem até a Luz, Santana, e vai na contramão de todas as opções domingueiras, mas o que havia acontecido na noite passada? Dentro do trem ele mantém a opção musical, novamente Itamar Assumpção cantando "Sujeito a Chuvas e Trovoadas" no fone de ouvido, olha para o lado e nota uma bela moça lendo uma revista e pescando seus olhos com os dela, ele sorri, responde com olhares mas fica na sua, o jogo do São Paulo e o encontro com os amigos do bairro natal eram sua prioridade naquele momento. Chegando em Santana um casal de amigos já o esperava na saída do metro, Bar do Luis, bicampeão do prêmio Boteco Bohemia com seu clássico bolinho de carne era a melhor opção para aquele domingo de outono ensolarado. Não só Santana, mas a zona norte paulistana em si, sempre teve um ar "interiorano", talvez por se localizar do lado de lá do Rio Tietê, onde há tempos não existia inúmeros viadutos sobre o rio e o acesso não era tão simples, região imortalizada por Adoniran Barbosa em sua canção que contava a história do último trem rumo ao Jaçanã, as 23 horas. Na zona norte as mulheres são mais bonitas e são maioria, elas desfilam, se exibem, mostram seus belos corpos e seu jeito de se vestir um tanto quanto "caipira", independentes, mas sempre a procura de um rapaz gentil e pronto para um relacionamento estável, ao contrário das mulheres de outras regiões da cidade, que enxergam a independência, a solidão e a liberdade de expressão como a melhor opção, ele concorda com elas.
Galera animada, cervejas, paqueras e um bom papo, começa o jogo. Durante, política, relacionamento, trabalho, cotidiano e afins são sempre bons temas pra fazer o tempo passar no boteco. A noite passada continuava sendo uma incógnita, melhor continuar fazendo o tempo passar. Com o Tricolor levando, no dito popular, uma "piaba" do Santos, futebol deixou de ser prioridade naquela tarde, as belas mulheres "caipiras" começaram a encantar seus olhos, tanto as supostamente solteiras como as acompanhadas. Como o brilho de uma pessoa no bar muda de acordo com sua situação. As mulheres acompanhadas são mais arrumadas para seu parceiro praticamente desinteressado, já as solteiras são mais despojadas, se arrumam um pouco menos mas carregam consigo uma energia positiva que ele considera impagável, e mais um pensamento vem a mente, "como a instrospectividade e a solidão fazem bem para o corpo e mente".
Fim de jogo e a zona norte já não é tão bela, a cafonisse começa a incomodar aquele simples rapaz, nada é mais lindo que uma mulher bem arrumada, mas nada é mais prazeroso que uma mulher bem resolvida, a Vila Madalena é sua casa, a Lapa é seu ninho, zona oeste é seu espaço, o centro, talvez. Antes de pegar o ônibus sentido Pinheiros, toma a saideira com uma amiga, troca idéias, ensina, aprende e toca lábios, missão cumprida na zona norte paulistana. Chegando na Vila Madalena encontra pessoas em comum, pede mais uma cerveja e inicia uma nova conversa, mais profunda, diferente do que havia visto há alguns minutos na zona norte, um amigo o encontra e pergunta como foi a festa e o ensaio de ontem, lembrou! Sim, a imagem do amigo perguntando sobre o dia anterior foi como uma injeção de fosfosól na testa, as pessoas dançando na pista, no balcão do bar, as músicas do Social Distortion tocadas no vilão do quintal de casa com a galera, tudo agora fazia sentido, por isso os puf's estavam lá, as latas de cerveja vazia, os "cigarros"... descobre-se então que teve uma noite sem contato feminino, e uma melancolia começa a dominar seu pensamento, para ele passar uma noite sem uma mulher é uma noite perdida, de que vale ter os amigos ao lado, tocar música que é um sonho de infância, dançar, beber, conhecer pessoas, se não "pegar ninguém"? A vida realmente é muito injusta!
A trilha sonora no fone de ouvido muda, a música "Naturalmente Artificial" da banda punk gaúcha, Tequila Baby, é a melhor opção para o momento, que se dane se para seus amigos ele mais parecia um autista na mesa do bar, nada mais tem importância a não ser aquilo que ele acreditava naquele momento. Aquela amiga estava louca para ir com ele para casa, dela ou dele, mas para ele a luta presidencial entre Dilma e Serra, os atuais desastres naturais do planeta, aquela criancinha que foi estuprada pelo padrasto ou a final do campeonato amador de dominó tinha muito mais importância, se despede e caminha sentido Lapa, encontra outro amigo na Vila e toma sua saideira, cerveja?... melhor um "Iced Coffee". Lá conhece três atrizes de teatro, uma delas bem "apessoada", estavam atuando na peça de algum teatro mequetrefe da Praça Roosvelt, muito legal, conversam sobre o mundo artístico, ele apresenta uma banda de Buenos Aires para as garotas, elas se apaixonam pelo momento, para ele, seu amigo e suas novas colegas, o mundo estava perfeito naquele momento, ele aprende coisas com elas e elas com eles, pensamentos que não se aprende na escola nem em casa, coisas da vida, beijos, troca de telefone e um adeus literário no sentido da palavra, agora sim Lapa, casa e descanso. Os puf's continuam espalhados no seu quintal, as latas vazias, as bitucas de cigarro, tudo lá, do jeito que ele havia deixado, ou melhor, do jeito que sua vida havia deixado, lembra de uma outra amiga e novamente coloca no aparelho de som Itamar Assumpção, "Vou de Vai-Vai", lembra dos belos momentos que a saracura do Bexiga lhe deu. São Paulo, a cidade, é foda.
Deita para dormir naquele domingo de outono com medo, será que a segunda será como o domingo, sem lembrar de sábado? Sem sentido, ele sabe que vai lembrar apenas das coisas que interessam a ele, o que interessa ao próximo, é problema do próximo, afinal ele já tem problemas demais, tentando descobrir o que é problema dele.
Acorda na segunda-feira e praticamente não se lembra do domingo, lá estavam os puf's, as latas de cerveja, as bitucas de cigarro e a certeza de que sua mente estava mais completa que no dia anterior, e estará ainda mais no dia posterior. Ele pensa, "desencana, melhor viver um dia de cada vez", toca o telefone e uma bela voz feminina diz, "vamos ao teatro?", e pensa novamente "mais um domingo paulistano!".
Te ligo mais tarde!
Bird.
Do novo ao velho novo!
Novamente tento entrar no mundo dos blogs, acho que agora vai, veremos, ou não!
Assinar:
Postagens (Atom)




