São Paulo oferece intensamente de tudo, tudo mesmo, cultura, gastronomia, baladas, negócios, pessoas, enfim, tudo que sua mente estiver apta a pensar.
Dentre tantas coisas, em seu núcleo, em frente ao Largo do Paissandú, na clássica Avenida São João, existe um lugar chamado Galeria do Rock, definida desta forma mas oferencedo música para todos os gostos, local de encontro pra galera do rock, do rap, do hip hop, do eletrônico, do samba, do reggae, do dark, do junk, enfim, todas as tribos, ou quase todas, já que a turma do rodeio não transita em peso por essa região.
Ontém, noite de sexta para sábado, tive o prazer de participar de uma festa no Largo do Paissandú, abertura do evento Outono Independênte 2010, durante toda a madrugada, bem na frente da "Galeria do Rock". Antes um brinde com amigos na Vila Madalena e um olhar de desconfiança por parte deles quanto à ida ao tal evento, música eletrônica?... Largo do Paissandú?... durante a madrugada?... tô fora!... disseram. Sim, pra quem é paulistano de berço, sabe que para transitar em uma festa no Largo do Paissandú durante a madrugada tem que ficar esperto, por se tratar do centro antigo de São Paulo, na madrugada todos se misturam por ali, baladeiros efusivos, mendigos, prostitutas, assaltantes, músicos, boêmios, trabalhadores, ambulantes, enfim, todos.
Como um paulistano que adora descobrir sua terra, deixei meus amigos na Vila Madalena e me desbravei por suas ruas até chegar ao Largo do Paissandú, ciente de que poderia encontrar qualquer coisa nesta festa. Chegando lá, lindo, uma verdadeira mistura de culturas bem na frente do Cine Olido, também localizado no Largo do Paissandú, foi montado uma pista de som eletrônico ao ar livre, gente bonita, claro, algumas feias, música da mais alta qualidade, agradando a tudo e a todos, sem brigas, clima de festa pra quem gosta de festa, e o melhor, festa boa. Fiquei extasiado, chamei um Kurt Cobain ( delíciosa bebida excêntrica consumida no grupo de amigos que compartilho ) e me lancei à multidão, que não era tão multidão assim, uma galera sem clima de empurra empurra, sensacional. Aquele céu, os prédios, as pessoas e lógico, a música em sua excência, sound system de qualidade, DJs de diversos estados do Brasil, de Paris, projeções nas paredes, coisa de primeira. Ali pensei, me dei bem!
A liberdade de agir é deslumbrante, poder andar por essa cidade sem medo do que ela pode te oferecer faz a sua mente abrir, conhecer, sugar e fluir. Muitas vezes o que parece uma roubada, é, outras não, como coisas que parecem boas, ganham o dito popular "por fora bela viola, por dentro pão bolorento". O bom mesmo é encarar de frente todas as opções, estar em todas as culturas, com todas as pessoas, em todas as ruas e lugares, só assim pode-se considerar um paulistano, no meu ponto de vista.
Com tantas misturas, com tantas culturas, com tanta coisa boa em meio à tantas tribos, de hoje em diante deixo de chamar a galeria de Galeria do Rock, que verdadeiramente tem outro nome, e passo a chamá-la de Galeria do Paissandú, onde a música e a cultura soam de forma plena.

Nenhum comentário:
Postar um comentário